terça-feira, 21 de novembro de 2017
segunda-feira, 6 de novembro de 2017
sábado, 4 de novembro de 2017
Simone
Hoje fui árvore com asas e voei à procura de uma raiz pequenina que sempre me deu felicidade.
Encontrei-a... doce e delicada por dentro como a conheci. Cresceu, contudo, sofrida mas valente... outras árvores a foram protegendo...agora é árvore com rebento. É mãe, a menina que conheci ...chorámos e falámos sem palavras!
Encontrei-a... doce e delicada por dentro como a conheci. Cresceu, contudo, sofrida mas valente... outras árvores a foram protegendo...agora é árvore com rebento. É mãe, a menina que conheci ...chorámos e falámos sem palavras!
quarta-feira, 1 de novembro de 2017
Apesar de gostar do Halloween também gosto do Pão por Deus ...
A OPINIÃO DE JOÃO QUADROS
Ora, amanhã é Noite das Bruxas , ou noite de halouéne, como diria a maioria dos habitantes de Portugal, se a maioria não fossem turistas. No meu tempo (808 dC) este dia era o dia de “Pão por Deus”. Também pedinchávamos, porta a porta, mas não nos mascarávamos de monstros e não ameaçávamos ninguém com doçuras ou travessuras, porque se o fizéssemos levávamos com um cinto. Normalmente o objetivo era obter pão de ló com a justificação que era pão por Deus. Dizíamos que era para Deus mas comíamos nós e nem uma migalha dávamos a um pombo, mesmo ele que provasse que era o Espírito Santo. Era como se houvesse um lado marginal na religião. Eu gostava.
O Dia das Bruxas não tem tido muito êxito em Portugal, talvez porque se perderam os velhos rituais como a queima das bruxas. Há muito, muito tempo, quando quem mandava era a Santa Inquisição, a esta hora estavam a juntar madeira para fazer uma fogueira no Marquês de Pombal para queimar bruxas vivas. E não havia divisões. Não havia nem Benfica nem Sporting, as pessoas juntavam-se no Marquês, e era tudo do mesmo clube, que era um clube que gostava de queimar bruxas vivas. Eram outros tempos. Hoje, se a Maya fosse queimada viva no Marquês, tenho a certeza que as opiniões dividiam-se.
O Halloween é uma coisa parva que importámos e que ninguém sabe para que serve – é como os submarinos. Fui ao hipermercado e estavam abóboras com autocolantes a fazer de dentes assustadores e de olhos maus – se a intenção é assustar as pessoas, podiam fazer isso com autocolantes com o preço do lombo. Para mim, uma abóbora é sempre uma abóbora. De uma abóbora eu espero que seja capaz de dar origem a uma boa sopa, não espero que tente assustar o meu mais novo. Claro que se pudéssemos escolher a fruta e os legumes desta forma, tudo seria mais simples. Se o melão mau tivesse cara de mau, eu não tinha necessidade de lhe apertar as extremidades para ter um leve palpite sobre a sua natureza. "Não leves essa meloa porque está com cara de enjoada". Tornava tudo mais simples.
Portanto, senhores dos hipermercados e outras lojas em geral, eu queria pedir se evitavam de assustar os miúdos com legumes porque eles já os detestam o suficiente. Podem poupar tempo. Por exemplo, não precisam mascarar um espinafre porque as crianças só de ouvirem falar no nome choram. Não faz sentido mascarar abóboras só porque é Dia das Bruxas. Se vão por aí, no dia do pai têm que pôr tomates a sorrir. Não se brinca com a comida. O Dia das Bruxas não tem tradição em Portugal porque os portugueses não gostam de brincar com essas coisas.
Como costumo dizer quando me embebedo com aguardente de abóbora, esta tradição à força não bate certo. Os portugueses não gostam de misturar mortos e festa. Aquela tradição de que a seguir a um enterro há comes e bebes e festa em casa da família de quem quinou é um impensável para nós. "Morreu o Tio Heitor, não querem ir lá todos a casa comer um bacalhau com natas?" Ou "passa-me aí a mousse de manga que eu ainda não consigo acreditar que o primo Luciano já não está entre nós".
Resumindo: o Halloween é a época do ano preferida dos pedófilos góticos, e fica por aí. A mim é que não me apanham mascarado. Também fico por aqui. Este é uma tema que me emociona muito e tenho que me ir assoar por que tenho o nariz de bruxa a pingar.
Ora, amanhã é Noite das Bruxas , ou noite de halouéne, como diria a maioria dos habitantes de Portugal, se a maioria não fossem turistas. No meu tempo (808 dC) este dia era o dia de “Pão por Deus”. Também pedinchávamos, porta a porta, mas não nos mascarávamos de monstros e não ameaçávamos ninguém com doçuras ou travessuras, porque se o fizéssemos levávamos com um cinto. Normalmente o objetivo era obter pão de ló com a justificação que era pão por Deus. Dizíamos que era para Deus mas comíamos nós e nem uma migalha dávamos a um pombo, mesmo ele que provasse que era o Espírito Santo. Era como se houvesse um lado marginal na religião. Eu gostava.
O Dia das Bruxas não tem tido muito êxito em Portugal, talvez porque se perderam os velhos rituais como a queima das bruxas. Há muito, muito tempo, quando quem mandava era a Santa Inquisição, a esta hora estavam a juntar madeira para fazer uma fogueira no Marquês de Pombal para queimar bruxas vivas. E não havia divisões. Não havia nem Benfica nem Sporting, as pessoas juntavam-se no Marquês, e era tudo do mesmo clube, que era um clube que gostava de queimar bruxas vivas. Eram outros tempos. Hoje, se a Maya fosse queimada viva no Marquês, tenho a certeza que as opiniões dividiam-se.
O Halloween é uma coisa parva que importámos e que ninguém sabe para que serve – é como os submarinos. Fui ao hipermercado e estavam abóboras com autocolantes a fazer de dentes assustadores e de olhos maus – se a intenção é assustar as pessoas, podiam fazer isso com autocolantes com o preço do lombo. Para mim, uma abóbora é sempre uma abóbora. De uma abóbora eu espero que seja capaz de dar origem a uma boa sopa, não espero que tente assustar o meu mais novo. Claro que se pudéssemos escolher a fruta e os legumes desta forma, tudo seria mais simples. Se o melão mau tivesse cara de mau, eu não tinha necessidade de lhe apertar as extremidades para ter um leve palpite sobre a sua natureza. "Não leves essa meloa porque está com cara de enjoada". Tornava tudo mais simples.
Portanto, senhores dos hipermercados e outras lojas em geral, eu queria pedir se evitavam de assustar os miúdos com legumes porque eles já os detestam o suficiente. Podem poupar tempo. Por exemplo, não precisam mascarar um espinafre porque as crianças só de ouvirem falar no nome choram. Não faz sentido mascarar abóboras só porque é Dia das Bruxas. Se vão por aí, no dia do pai têm que pôr tomates a sorrir. Não se brinca com a comida. O Dia das Bruxas não tem tradição em Portugal porque os portugueses não gostam de brincar com essas coisas.
Como costumo dizer quando me embebedo com aguardente de abóbora, esta tradição à força não bate certo. Os portugueses não gostam de misturar mortos e festa. Aquela tradição de que a seguir a um enterro há comes e bebes e festa em casa da família de quem quinou é um impensável para nós. "Morreu o Tio Heitor, não querem ir lá todos a casa comer um bacalhau com natas?" Ou "passa-me aí a mousse de manga que eu ainda não consigo acreditar que o primo Luciano já não está entre nós".
Resumindo: o Halloween é a época do ano preferida dos pedófilos góticos, e fica por aí. A mim é que não me apanham mascarado. Também fico por aqui. Este é uma tema que me emociona muito e tenho que me ir assoar por que tenho o nariz de bruxa a pingar.
segunda-feira, 30 de outubro de 2017
a Mãe é que sabe: Carta aos meus vizinhos
a Mãe é que sabe: Carta aos meus vizinhos: Caros vizinhos, Escrevo-vos não por, de vez em quando, ser quase impossível adormecer a Isabel com a chinfrineira que para aí vai, mas ...
terça-feira, 24 de outubro de 2017
Por vezes é preciso parar | P3
Por vezes é preciso parar | P3: Aqueles que fazem a pausa-análise percebem que toda a sua vida, até àquele dia, foi passada caminhando pelos passos dos outros e pelas vontades dos outros. Percebem que aquela vida não foi (na sua maioria) escolhida por eles mas por uma sociedade que os rodeia
domingo, 22 de outubro de 2017
“Espere até que a tua alma te alcance” – uma lição de vida contada em terras africanas
“Há muito tempo, um expedicionário aventurou-se para os territórios mais inóspitos da África, acompanhado de apenas seus carregadores e guias. Todos eles tinham um facão para romper a espessa vegetação, com um objetivo em mente: avançar rapidamente a qualquer custo .
Se encontravam um rio, eles o atravessavam no menor tempo possível. Se havia uma colina, eles apertavam o passo no caminho para não perder um minuto. De repente, no entanto, os carregadores pararam .
O expedicionário ficou surpreso porque eles estavam marchando há apenas algumas horas. Então ele perguntou aos homens:
– Por que vocês pararam? Já estão cansados? Nós só estamos na estrada por algumas horas.
Um dos carregadores olhou para ele e disse:
-Não, senhor, não estamos cansados. Só que avançamos muito rápido e por isso deixamos a nossa alma para trás. “agora temos que esperar até que ela nos alcance novamente.”
Esta bela história africana nos diz sobre a necessidade de nos conectarmos com nós mesmos e sermos pacientes, para não deixar que a pressa com a qual vivemos nos desconte de nós mesmos. Ela também nos diz sobre a necessidade de nos dar o tempo que precisamos para curar nossas feridas emocionais, sem violar nosso ritmo.
Dê tempo para curar suas feridas
Às vezes, a vida nos atinge com força, nos provoca situações que vão além dos nossos recursos de enfrentamento. Nesses casos, nossa alma continua sendo uma ferida difícil de fechar. Todos os traumas, mesmo os mais pequenos, deixam vestígios no cérebro. E essas faixas são diferentes dependendo do tipo de trauma que sofremos.
Se ao invés de levar algum tempo para refletir e aguardar a cura dessa ferida, começamos a viver intensamente, apenas para esquecer o que aconteceu, corremos o risco de nos desconectarmos da nossa essência. No nível neurológico, isso significa que o traço permanece latente e nosso funcionamento, embora nem sempre estivéssemos conscientes disso.
Portanto, quando temos uma lesão, é necessário aguardar um tempo razoável até que nossos recursos psicológicos sejam reorganizados. As situações que nos levam ao limite geralmente exigem uma mudança interior, mas só podemos ser fortalecidas se aprendermos a lição e, para isso, é fundamental olhar dentro de nós, não para fora.
Na verdade, tem sido apreciado que em pessoas que sofrem de estresse pós-traumático, para curá-lo é necessário fazer crescer novos neurônios em seu cérebro. Em teoria, essa neurogênese permitiria o “reparo” de circuitos quebrados ou avariados.
É por isso que, quando você vive uma situação que deixou traços emocionais profundos, é aconselhável que você se sente ao lado da estrada, como os portadores da história, e espere pacientemente que sua “alma” chegue até você.
Cada ferida cura a seu próprio ritmo, violá-lo não irá ajudá-lo a curar mais rápido, pelo contrário, aumenta o risco de ferida ir se abrindo ao menor revés, de modo que você vá ao redor do mundo sendo mais vulnerável. Tome o tempo necessário para recuperar as peças quebradas e colocá-las no lugar.
Não deixe que a pressa o desconecte do seu “eu”
Não é necessário sofrer uma ferida emocional para olhar dentro de nós. Às vezes, a desconexão vem da pressa diária, porque estamos imersos em projetos que consomem grande parte do nosso tempo e corremos de um compromisso para outro, sem tirar um minuto para nós mesmos. Sêneca já havia dito: “Para aqueles que correm no labirinto, sua própria velocidade os confunde”.
Quando mergulhamos nesse estilo de vida, deixamos que a corrente nos arraste, correndo o risco de viver no piloto automático, desconectando-se dos nossos verdadeiros desejos e necessidades. Portanto, não é estranho que muitas pessoas que tenham perseguido um objetivo difícil, quando chegam ao final da estrada, nem sequer reconhecem. Eles não percebem que não é importante alcançar esse objetivo para entender a pessoa que eles se tornaram enquanto a persegue.
É por isso que é essencial que cada dia se conecte com você mesmo, leve alguns minutos para perguntar se você está indo na direção certa, se você tem se entendido com seus erros, se você tiver levado em conta suas necessidades … Esse momento A conexão é fundamental porque permitirá reavaliar o que você realmente quer. Não se deixe levar por automatismos ou simplesmente siga os sonhos dos outros.
Lembre-se de que estamos aqui para descobrir e seguir nosso próprio caminho. Não encontramos a felicidade que segue o caminho dos outros, assim só nos perderemos.
Texto traduzido e livremente adaptado pela equipa da Revista Pazes, originalmente publicado em Rincón Psicolgía
segunda-feira, 16 de outubro de 2017
Não ser suficiente
Sempre me irritou esta palavra: suficiente. Provavelmente por eu nunca ter sido suficiente. Suficientemente alta, sexy, coquete (palavra antiga, mas à falta de memória de outra, serve perfeitamente). Ouvi isto durante o tempo "suficiente " para amadurecer, tomar consciência de mim mesma, do meu valor e começar a ignorar a questão. De qualquer modo, não havia muito a fazer quanto à altura (já que as outras me eram totalmente indiferentes), a não ser que me submetesse a uma cirurgia para esticar os ossos das pernas...compreendi que iría ficar ridícula e deixei de pensar no assunto.Nunca pude ser assistente de bordo...paciência. Menos gente grande malcriada para aturar. Se tive pena? Totalmente. Século passado.
Ultimamente, já neste século, a insuficiência alargou-se a outras áreas. Mais! Passou a mediocridade, quiça, a roçar o mau mesmo. Deste modo tornei-me má mãe, esposa, dona de casa, profissional e um sem número de outras coisas que nem vale a pena mencionar.
Ah!!!... talvez valha! Então, sou, também, insuficiente renal, cardíaca e mental, já que só já me restam dois neurónios dessincronizados no tempo e na ação.
Assim sendo, chego à brilhante conclusão de que a minha insufiência, afinal, é excelência.
Só alguém extraordinário conseguiria viver com tanta insuficiência, durante tanto tempo, e fazer o que fiz com a mediocridade de vida que me calhou!
Na próxima encarnação, haverá sérias correções a efetuar!!!
Ultimamente, já neste século, a insuficiência alargou-se a outras áreas. Mais! Passou a mediocridade, quiça, a roçar o mau mesmo. Deste modo tornei-me má mãe, esposa, dona de casa, profissional e um sem número de outras coisas que nem vale a pena mencionar.
Ah!!!... talvez valha! Então, sou, também, insuficiente renal, cardíaca e mental, já que só já me restam dois neurónios dessincronizados no tempo e na ação.
Assim sendo, chego à brilhante conclusão de que a minha insufiência, afinal, é excelência.
Só alguém extraordinário conseguiria viver com tanta insuficiência, durante tanto tempo, e fazer o que fiz com a mediocridade de vida que me calhou!
Na próxima encarnação, haverá sérias correções a efetuar!!!
domingo, 15 de outubro de 2017
Pessoas!
Há pessoas que são abrigos e outras que são casas vazias.
As pessoas-abrigo podem não possuir nada de seu, mas aconchegam-nos no coração como numa manta quentinha em frentre à lareira num inverno chuvoso.
As pessoas-casas-vazias, por muito cheias de "coisas" que estejam são assustadoramente frias, silenciosas de sentimentos e emoções. Olham para si, para o que desejam, para o que as rodeia, para o ter... Ah; mas "o ter" acababa por se esvaziar de conteúdo humano e ficam apenas paredes frias, sós de objetos, despidas de ser...
Prefiro as outras...sou pobre de ter e talvez não seja muito rica de ser. Sei, contudo, que o meu ser é diferente de qualquer outro e preciso respeitá-lo, honrá-lo na sua diferença, ainda que tenha que lutar para permanecer eu mesma.
As pessoas-abrigo podem não possuir nada de seu, mas aconchegam-nos no coração como numa manta quentinha em frentre à lareira num inverno chuvoso.
As pessoas-casas-vazias, por muito cheias de "coisas" que estejam são assustadoramente frias, silenciosas de sentimentos e emoções. Olham para si, para o que desejam, para o que as rodeia, para o ter... Ah; mas "o ter" acababa por se esvaziar de conteúdo humano e ficam apenas paredes frias, sós de objetos, despidas de ser...
Prefiro as outras...sou pobre de ter e talvez não seja muito rica de ser. Sei, contudo, que o meu ser é diferente de qualquer outro e preciso respeitá-lo, honrá-lo na sua diferença, ainda que tenha que lutar para permanecer eu mesma.
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