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domingo, 29 de novembro de 2015
Nem sempre te respondo....
Por detrás desse horizonte, está tudo o que não foi, tudo o que não decidimos, ou tudo o que decidimos que não fosse...se é que realmente decidimos.
Em ânsias de viver fora de nós, tudo o que, só e apenas, cá dentro está, acabamos por perder o presente em busca do que estará para lá do fascínio desse mesmo horizonte.
E andamos... e andamos tanto que, às tantas, não sabemos se são os pés que se movem por força da nossa vontade ou se é só já a força de vontade dos pés de nos levar para outros lugares, outros caminhos que devolvam ainda que uma só faísca de uma alma inteira que outrora fomos....
domingo, 12 de agosto de 2012
Não creio
Cada pessoa vai sendo ao longo da vida.
Ninguém nasce feito, nem física nem psicologicamente. Somos seres em construção.Temos uma estrutura base que se vai adaptando à existência pelos contextos da vida. Cada experiência acrescenta ou tira algo, num constante lapidar da nossa individualidade.
Há um rumo que seguimos, embora, por vezes, nos percamos de nós e precisemos procurar-nos no tumulto da multidão. Mas nunca apagamos o caminho percorrido. Ele deixa marcas, deixa bagagem, deixa lixo, deixa conhecimento.
Haverá alterações, certamente! Estamos vivos! ...mas tudo o que não é vital para a nossa essência, é temporário.
Por isso, não creio nas mudanças radicais do ser humano.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Pessoas e teias
As relações humanas são como as teias. Há-as de todo o tipo... como as pessoas que as criam. Aliás, aquelas acabam por ser o reflexo destas.
Como as teias, há relações resistentes às maiores intempéries e, muitas vezes, é no meio da tempestade que mostram a verdadeira força, o verdadeiro valor. Relações deste tipo são fruto de trabalho árduo de conhecimento interpessoal, são resultado da consciencialização de cada um e da relação com o outro. Implicam cedências, avanços e recuos, mas, acima de tudo reflectem o conhecimento do eu e o respeito pelo outro - eu sei até onde posso ir, mas não posso obrigar o outro a chegar lá. Por outro lado, ter soberania sobre os meus próprios actos, significa que tenho, em troca, o mesmo tipo de reconhecimento pela minha individualidade. E é desta dança que se fazem as relações, que se tecem as emoções, ilusões e deceções. Não há como evitá-lo. Só há como entendê-lo.
Como as teias, há relações resistentes às maiores intempéries e, muitas vezes, é no meio da tempestade que mostram a verdadeira força, o verdadeiro valor. Relações deste tipo são fruto de trabalho árduo de conhecimento interpessoal, são resultado da consciencialização de cada um e da relação com o outro. Implicam cedências, avanços e recuos, mas, acima de tudo reflectem o conhecimento do eu e o respeito pelo outro - eu sei até onde posso ir, mas não posso obrigar o outro a chegar lá. Por outro lado, ter soberania sobre os meus próprios actos, significa que tenho, em troca, o mesmo tipo de reconhecimento pela minha individualidade. E é desta dança que se fazem as relações, que se tecem as emoções, ilusões e deceções. Não há como evitá-lo. Só há como entendê-lo.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Faz pensar...
Às vezes gostava que o tempo da minha vida fosse como o de um mau jogo de futebol...se as equipas não jogarem bem, há prolongamento.
Eu queria um prolongamento.
Já fiz muita coisa, boa e má, como qualquer um, mas queria fazer mais coisas, conhecer mais, ser melhor...ter oportunidade de ter outra profissão, de ser mais empreendedora...enfim, de jogar melhor!
Quando estamos nos vinte anos parece-nos que as convicções e as decisões que tomamos são para sempre e "para sempre" é mesmo muito tempo.
Aos trinta lutamos com a vida: ser mãe e educar os filhos, trabalhar e lutar por uma carreira, ser independente e conquistar o nosso lugar no mundo, etc, etc, etc... e acabamos por não ter tempo para ser mulher.Vamos ficando para trás...
Aos quarenta, finalmente, descobrimos que viver a unicidade de cada dia é o mais importante, que as crianças, a quem provavelmente não demos a atenção merecida, cresceram e não vão precisar de nós por muito mais tempo, que as convicções mudam porque aprendemos a ter novas perspectivas e que "para sempre" é como um emprego estável no Ministério da Educação....simplesmente não existe!!!
De repente...puf...foi-se metade da vida. Quando,at last, percebemos o que realmente interessa?!
Ah pois!!!...podem crer que quero o tal do prolongamento, nem que seja à base de muito goji e plataforma vibratória!!!
Eu queria um prolongamento.
Já fiz muita coisa, boa e má, como qualquer um, mas queria fazer mais coisas, conhecer mais, ser melhor...ter oportunidade de ter outra profissão, de ser mais empreendedora...enfim, de jogar melhor!
Quando estamos nos vinte anos parece-nos que as convicções e as decisões que tomamos são para sempre e "para sempre" é mesmo muito tempo.
Aos trinta lutamos com a vida: ser mãe e educar os filhos, trabalhar e lutar por uma carreira, ser independente e conquistar o nosso lugar no mundo, etc, etc, etc... e acabamos por não ter tempo para ser mulher.Vamos ficando para trás...
Aos quarenta, finalmente, descobrimos que viver a unicidade de cada dia é o mais importante, que as crianças, a quem provavelmente não demos a atenção merecida, cresceram e não vão precisar de nós por muito mais tempo, que as convicções mudam porque aprendemos a ter novas perspectivas e que "para sempre" é como um emprego estável no Ministério da Educação....simplesmente não existe!!!
De repente...puf...foi-se metade da vida. Quando,at last, percebemos o que realmente interessa?!
Ah pois!!!...podem crer que quero o tal do prolongamento, nem que seja à base de muito goji e plataforma vibratória!!!
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Sendo alguém que nasceu "no tempo do outro senhor", que era um déspota do piorio e ainda bem que caiu da cadeira ou na banheira ou wherever, sempre ouvi dizer que a palavra é uma arma. Atualmente, a expressão caiu em desuso, até porque com a liberdade de expressão, liberdade de impressa e outras liberdades, cada um dispara "at will" aquilo que tem a dizer e pronto. Não se suponha que estou contra a liberdade, God forbide, never...é um dos valores que mais aprecio e que coloco acima de muitos outros, embora tenha alguns em lugar exequo.
Anyway, o que quero mesmo dizer é que nem sempre são necessárias palavras para exprimir aquilo que pensamos ou sentimos. Haverá momentos em que as palavras são supérfulas porque nos basta "saber" a presença de alguém independentemente da distância ou do lugar em que nos encontramos. Nem todos temos a noção destas relações intuitivas ou instintivas, mas aqueles que as têm sabem certamente valorizá-las, ainda que, por vezes, a comunicação sofra interferências de vária ordem.
Anyway, o que quero mesmo dizer é que nem sempre são necessárias palavras para exprimir aquilo que pensamos ou sentimos. Haverá momentos em que as palavras são supérfulas porque nos basta "saber" a presença de alguém independentemente da distância ou do lugar em que nos encontramos. Nem todos temos a noção destas relações intuitivas ou instintivas, mas aqueles que as têm sabem certamente valorizá-las, ainda que, por vezes, a comunicação sofra interferências de vária ordem.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
sábado, 3 de setembro de 2011
terça-feira, 26 de julho de 2011
Sentir e Pensar
A eterna guerrilha entre o sentimento e a razão...A verdade é que quando um sentimento parte, por mais "cola" que usemos para o consertar, não esquecemos que a fissura está lá!
Sinceramente, às vezes nem sei qual deles atrapalha mais as relações humanas - o cérebro ou coração! Shitty life...sometimes....
A eterna guerrilha entre o sentimento e a razão...A verdade é que quando um sentimento parte, por mais "cola" que usemos para o consertar, não esquecemos que a fissura está lá!
Sinceramente, às vezes nem sei qual deles atrapalha mais as relações humanas - o cérebro ou coração! Shitty life...sometimes....
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Eu conheço-te, tu conheces-me...
Será? Talvez!
Tenho dúvidas de que qualquer ser humano conheça integralmente outro.
É certo que a convivência, ao longo dos anos, nos faz ter um conhecimento alargado do ser que connosco vive diariamente. Sabemos de cor as rotinas, os hábitos, as expressões e os trejeitos, as manias, as qualidades, os defeitos, aleatoriamente e em cada movimento, em cada gesto, em cada palavra, em cada silêncio…
Por vezes não nos sabemos na totalidade… mas vamo-nos adivinhando e, tacteando a sensibilidade e a disponibilidade de cada um, caminhamos juntos.
Mas, conhecimento mesmo, absoluto?…não sei! Só os deuses, talvez, tenham esse poder!
Será? Talvez!
Tenho dúvidas de que qualquer ser humano conheça integralmente outro.
É certo que a convivência, ao longo dos anos, nos faz ter um conhecimento alargado do ser que connosco vive diariamente. Sabemos de cor as rotinas, os hábitos, as expressões e os trejeitos, as manias, as qualidades, os defeitos, aleatoriamente e em cada movimento, em cada gesto, em cada palavra, em cada silêncio…
Por vezes não nos sabemos na totalidade… mas vamo-nos adivinhando e, tacteando a sensibilidade e a disponibilidade de cada um, caminhamos juntos.
Mas, conhecimento mesmo, absoluto?…não sei! Só os deuses, talvez, tenham esse poder!
segunda-feira, 30 de maio de 2011
A escrita da leitura…
É inevitável que tudo aquilo que escrevemos esteja umbilicalmente ligado àquilo que lemos, sem saber bem onde ou quando…
Nem sempre retemos a fonte, mas o pensamento fica algures num cantinho de uma gaveta do nosso cérebro… e vasculhando em busca de outros retalhos de informação, acabamos por dar com aquela ideia que ali ficou dobrada e arrumada numa sonolência prazenteira à espera de um dia mostrar a sua pertinência, o que acontece com frequência.
Tal como os provérbios que nos ficaram impressos na memória sem um tipo de aprendizagem específica, a não ser a repetição oral de geração em geração, também o que lemos e que, de algum modo, foi significativo na altura, fica na memória, e por vezes no coração.
Ler é como rir! É poderoso para nós e é perigoso para quem nos quer oprimir porque nos faz pensar, nos esclarece, nos dá perspectivas diferentes das nossas, nos abre caminhos e desbrava pensamentos.
Seja qual for a forma e o suporte de texto escolhidos, o importante é o que ele nos dá e nos deixa – o conhecimento.
Gosto de trapos …e de pensamentos, e de pensar que podemos guardar os nossos pensamentos como trapos em gavetas, roupeiros, ou nos mais modernos closets. Fica ali tudo guardadinho e ajeitadinho e à mão …como os livros numa prateleira…
Gosto de trapos e de livros… e pronto… e muito! Poder-se-á dizer que tenho dificuldade, muita até, em separar-me de ambos os géneros porque todos têm uma história para contar… ou sou eu que tenho uma história com cada um deles…
São, todos eles, palavras e frases da minha vida… se perco alguns, a história perde trechos ou até páginas! Páginas de memória, experiências de uma vida, retalhos de conhecimento encerrados em coisas tão frágeis e tão vulneráveis ao tempo e ao espaço… trapos e livros e…gente.
Nem sempre retemos a fonte, mas o pensamento fica algures num cantinho de uma gaveta do nosso cérebro… e vasculhando em busca de outros retalhos de informação, acabamos por dar com aquela ideia que ali ficou dobrada e arrumada numa sonolência prazenteira à espera de um dia mostrar a sua pertinência, o que acontece com frequência.
Tal como os provérbios que nos ficaram impressos na memória sem um tipo de aprendizagem específica, a não ser a repetição oral de geração em geração, também o que lemos e que, de algum modo, foi significativo na altura, fica na memória, e por vezes no coração.
Ler é como rir! É poderoso para nós e é perigoso para quem nos quer oprimir porque nos faz pensar, nos esclarece, nos dá perspectivas diferentes das nossas, nos abre caminhos e desbrava pensamentos.
Seja qual for a forma e o suporte de texto escolhidos, o importante é o que ele nos dá e nos deixa – o conhecimento.
Gosto de trapos …e de pensamentos, e de pensar que podemos guardar os nossos pensamentos como trapos em gavetas, roupeiros, ou nos mais modernos closets. Fica ali tudo guardadinho e ajeitadinho e à mão …como os livros numa prateleira…
Gosto de trapos e de livros… e pronto… e muito! Poder-se-á dizer que tenho dificuldade, muita até, em separar-me de ambos os géneros porque todos têm uma história para contar… ou sou eu que tenho uma história com cada um deles…
São, todos eles, palavras e frases da minha vida… se perco alguns, a história perde trechos ou até páginas! Páginas de memória, experiências de uma vida, retalhos de conhecimento encerrados em coisas tão frágeis e tão vulneráveis ao tempo e ao espaço… trapos e livros e…gente.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Esse ar puro oxigenado de maturidade
me dá o aspecto de que já vi tudo na
vida, disposta a rever a própria vida.
Este sentimento de mulher humana
me dá o direito de viver feliz, inspirando
segurança, como se já tivesse tudo o que quis.
Esse jeito felino ou de criança me dá a
certeza de ser forte como nunca, agarrada
nos braços da esperança.
Essa determinação de chegar faceira,
sem ter que explicar nada nem dizer
porque, me dá a sensação de estar
no auge da vida, a vida inteira.
(Ivone Boechat)
me dá o aspecto de que já vi tudo na
vida, disposta a rever a própria vida.
Este sentimento de mulher humana
me dá o direito de viver feliz, inspirando
segurança, como se já tivesse tudo o que quis.
Esse jeito felino ou de criança me dá a
certeza de ser forte como nunca, agarrada
nos braços da esperança.
Essa determinação de chegar faceira,
sem ter que explicar nada nem dizer
porque, me dá a sensação de estar
no auge da vida, a vida inteira.
(Ivone Boechat)
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
quinta-feira, 15 de julho de 2010
E tenho mais uma coisita a agradecer ao espelho... não é só o prédio que está com aspecto deficitário relativamente aos padrões de beleza!
Tenho andado com um humor de "aventar", como se diz no meu Alentejo. Credo...! Que nóia!
Maria, filha, get a grip of yourself and hit the good road of life again!
Está na hora de deixar de tentar ser normal e voltar a mim!
Tenho andado com um humor de "aventar", como se diz no meu Alentejo. Credo...! Que nóia!
Maria, filha, get a grip of yourself and hit the good road of life again!
Está na hora de deixar de tentar ser normal e voltar a mim!
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Disappointed...
Não gosto da palavra pelo que ela significa, mas reconheço a sua total adaptabilidade ao estado de alma que ela representa. Cola-se ao peito e à garganta como uma película - e ali fica impedindo o ar de entrar ....Talvez seja o som, meio lamuriento, transmitido pela nasalidade e pela semi abertura das vogais...
Anyway, a sonoridade arrasta-se numa descida acidentada, como se escorregasse, desamparada, pela encosta em direcção ao vazio...
Não gosto da palavra pelo que ela significa, mas reconheço a sua total adaptabilidade ao estado de alma que ela representa. Cola-se ao peito e à garganta como uma película - e ali fica impedindo o ar de entrar ....Talvez seja o som, meio lamuriento, transmitido pela nasalidade e pela semi abertura das vogais...
Anyway, a sonoridade arrasta-se numa descida acidentada, como se escorregasse, desamparada, pela encosta em direcção ao vazio...
terça-feira, 29 de junho de 2010
Rotinas
Rotinas...e paixão?! Incompatíveis!... de convivência difícil, mas tão necessárias para a nossa sanidade mental!!!!!!!!!!!!!
Por isso, toca a sair de casa e viver, ter a coragem de amar e de ser, porque como diz Jorge Palma "...a liberdade é uma maluca que sabe quanto vale um beijo" !
Por isso, toca a sair de casa e viver, ter a coragem de amar e de ser, porque como diz Jorge Palma "...a liberdade é uma maluca que sabe quanto vale um beijo" !
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Há pessoas que conhecemos desde sempre, provavelmente de vidas e memórias que nos foram retiradas, ou que já vivemos e, por isso, não há como recuperá-las!
Mas sabemos, instintivamente, visceralmente, que as conhecemos e a primeira impressão (boa ou má), que nos causam, fica, porque é apenas a memória activada.
O ser permanece, as emoções renovam-se!
Mas sabemos, instintivamente, visceralmente, que as conhecemos e a primeira impressão (boa ou má), que nos causam, fica, porque é apenas a memória activada.
O ser permanece, as emoções renovam-se!
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