terça-feira, 26 de julho de 2011

Sentir e Pensar


A eterna guerrilha entre o sentimento e a razão...A verdade é que quando um sentimento parte, por mais "cola" que usemos para o consertar, não esquecemos que a fissura está lá!
Sinceramente, às vezes nem sei qual deles atrapalha mais as relações humanas - o cérebro ou coração! Shitty life...sometimes....

segunda-feira, 20 de junho de 2011

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Gosto daqui...e dali...e dacolá...
Não gosto de estar muito tempo no mesmo sítio.
Sei de onde sou, mas não quero saber muito para onde vou.
Sei para onde não quero ir e isso ajuda muito no percurso a escolher.
O resto...é aventura!
Ruralidades
Se há as desvantagens habituais de se viver longe dos centros urbanos, onde tudo está, todos vivem e onde tudo acontece, também há coisas boas que nos fazem lembrar que viver nem sempre está no passo apressado e no trato impessoal do passageiro do comboio, do metro, do autocarro apinhado, do indivíduo que rosna, quando apertado, que se contorce no balanço e solavanco da máquina, daquela engrenagem que o devora e engole a cada dia, para o regorgitar à noite,amarrotado, amassado pela vida, feito em papa.....
Há qualidade de vida quando se pode ir a pé para o emprego, a cinco minutos de casa, falar a cada pessoa na rua, tratá-la pelo nome, desejar "Bom Dia", não apenas por educação ou obrigação de se ser educado, mas porque efectivamente se quer!
Eu conheço-te, tu conheces-me...
Será? Talvez!
Tenho dúvidas de que qualquer ser humano conheça integralmente outro.
É certo que a convivência, ao longo dos anos, nos faz ter um conhecimento alargado do ser que connosco vive diariamente. Sabemos de cor as rotinas, os hábitos, as expressões e os trejeitos, as manias, as qualidades, os defeitos, aleatoriamente e em cada movimento, em cada gesto, em cada palavra, em cada silêncio…
Por vezes não nos sabemos na totalidade… mas vamo-nos adivinhando e, tacteando a sensibilidade e a disponibilidade de cada um, caminhamos juntos.
Mas, conhecimento mesmo, absoluto?…não sei! Só os deuses, talvez, tenham esse poder!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

A escrita da leitura…

É inevitável que tudo aquilo que escrevemos esteja umbilicalmente ligado àquilo que lemos, sem saber bem onde ou quando…
Nem sempre retemos a fonte, mas o pensamento fica algures num cantinho de uma gaveta do nosso cérebro… e vasculhando em busca de outros retalhos de informação, acabamos por dar com aquela ideia que ali ficou dobrada e arrumada numa sonolência prazenteira à espera de um dia mostrar a sua pertinência, o que acontece com frequência.
Tal como os provérbios que nos ficaram impressos na memória sem um tipo de aprendizagem específica, a não ser a repetição oral de geração em geração, também o que lemos e que, de algum modo, foi significativo na altura, fica na memória, e por vezes no coração.
Ler é como rir! É poderoso para nós e é perigoso para quem nos quer oprimir porque nos faz pensar, nos esclarece, nos dá perspectivas diferentes das nossas, nos abre caminhos e desbrava pensamentos.
Seja qual for a forma e o suporte de texto escolhidos, o importante é o que ele nos dá e nos deixa – o conhecimento.
Gosto de trapos …e de pensamentos, e de pensar que podemos guardar os nossos pensamentos como trapos em gavetas, roupeiros, ou nos mais modernos closets. Fica ali tudo guardadinho e ajeitadinho e à mão …como os livros numa prateleira…
Gosto de trapos e de livros… e pronto… e muito! Poder-se-á dizer que tenho dificuldade, muita até, em separar-me de ambos os géneros porque todos têm uma história para contar… ou sou eu que tenho uma história com cada um deles…
São, todos eles, palavras e frases da minha vida… se perco alguns, a história perde trechos ou até páginas! Páginas de memória, experiências de uma vida, retalhos de conhecimento encerrados em coisas tão frágeis e tão vulneráveis ao tempo e ao espaço… trapos e livros e…gente.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Esse ar puro oxigenado de maturidade
me dá o aspecto de que já vi tudo na
vida, disposta a rever a própria vida.
Este sentimento de mulher humana
me dá o direito de viver feliz, inspirando
segurança, como se já tivesse tudo o que quis.
Esse jeito felino ou de criança me dá a
certeza de ser forte como nunca, agarrada
nos braços da esperança.
Essa determinação de chegar faceira,
sem ter que explicar nada nem dizer
porque, me dá a sensação de estar
no auge da vida, a vida inteira.
(Ivone Boechat)

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Mulheres e gripes....

...e no território do físico? Como é? Somos igualmente diferentes dos homens! Embora a tradição já não seja o que era.
Antigamente tinha-se uma gripe e sabia-se, à partida, que eram três dias de molho:o primeiro, quando te sentias esquisita, o segundo, quando já doía tudo e o terceiro, quando o nariz pingava, mas sabias que no dia seguinte se trabalhava...nada de mariquices. Estava tudo controlado. Tinha-se à mão uma caixa de Ben-u-ron, outra de kleenex, ou, em desespero de causa, o rolo do papel higiénico mesmo e pronto. Bebiam-se uns chás com mel, untava-se (adoro esta do untar) o peito com Vicks e "curtia-se" a gripe com umas revistinhas e uns filmezitos.
Agora é assim: sentes-te mal como o caraças mas não tens tempo pra essas mariquices de estar doente. Isso é para os fracos. Resistes. Às tantas achas que, provavelmente, precisas de uma ajudinha do médico e vais à consulta. Ele diz que tens qualquer coisa terminada em -ite e receita um medicamento forte. No dia seguinte tás BEM melhor e começas a fazer a tua vida. E surpresa...voltas ao mesmo ou sentes-te pior...really like shit. Mas isso é para os fraquinhos e voltas à carga, até porque o mundo não pára nem se compadece dos loosers. A coisa corre mal.
Voltas ao médico que, desta vez, diagnostia uma virose e receita umas saquetas de soro, mais todo o arraial de medicamentos anteriores...
...e SEIS dias depois... quero as "delícias" das gripezinhas antigas de volta!!!!!!

"As mulheres não adoecem mais facilmente no território da emoção por serem mais frágeis do que os homens, como sempre acreditou o machismo que reinou durante milénios. Exceptuando as causas metabólicas, elas adoecem em maior número porque amam, dão-se, entregam-se e preocupam-se mais com os outros do que os homens. Além disso, frequentemente são mais éticas, sensíveis e solidárias do que eles. Elas estão na vanguarda da batalha da vida, por isso, estão mais desprotegidas. Os soldados na frente da batalha têm mais hipóteses de serem alvejados."