"...Sou aquele que passa e ninguém vê..." pouco provável, hard to believe
domingo, 28 de agosto de 2011
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
terça-feira, 26 de julho de 2011
Sentir e Pensar
A eterna guerrilha entre o sentimento e a razão...A verdade é que quando um sentimento parte, por mais "cola" que usemos para o consertar, não esquecemos que a fissura está lá!
Sinceramente, às vezes nem sei qual deles atrapalha mais as relações humanas - o cérebro ou coração! Shitty life...sometimes....
A eterna guerrilha entre o sentimento e a razão...A verdade é que quando um sentimento parte, por mais "cola" que usemos para o consertar, não esquecemos que a fissura está lá!
Sinceramente, às vezes nem sei qual deles atrapalha mais as relações humanas - o cérebro ou coração! Shitty life...sometimes....
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Ruralidades
Se há as desvantagens habituais de se viver longe dos centros urbanos, onde tudo está, todos vivem e onde tudo acontece, também há coisas boas que nos fazem lembrar que viver nem sempre está no passo apressado e no trato impessoal do passageiro do comboio, do metro, do autocarro apinhado, do indivíduo que rosna, quando apertado, que se contorce no balanço e solavanco da máquina, daquela engrenagem que o devora e engole a cada dia, para o regorgitar à noite,amarrotado, amassado pela vida, feito em papa.....
Há qualidade de vida quando se pode ir a pé para o emprego, a cinco minutos de casa, falar a cada pessoa na rua, tratá-la pelo nome, desejar "Bom Dia", não apenas por educação ou obrigação de se ser educado, mas porque efectivamente se quer!
Se há as desvantagens habituais de se viver longe dos centros urbanos, onde tudo está, todos vivem e onde tudo acontece, também há coisas boas que nos fazem lembrar que viver nem sempre está no passo apressado e no trato impessoal do passageiro do comboio, do metro, do autocarro apinhado, do indivíduo que rosna, quando apertado, que se contorce no balanço e solavanco da máquina, daquela engrenagem que o devora e engole a cada dia, para o regorgitar à noite,amarrotado, amassado pela vida, feito em papa.....
Há qualidade de vida quando se pode ir a pé para o emprego, a cinco minutos de casa, falar a cada pessoa na rua, tratá-la pelo nome, desejar "Bom Dia", não apenas por educação ou obrigação de se ser educado, mas porque efectivamente se quer!
Eu conheço-te, tu conheces-me...
Será? Talvez!
Tenho dúvidas de que qualquer ser humano conheça integralmente outro.
É certo que a convivência, ao longo dos anos, nos faz ter um conhecimento alargado do ser que connosco vive diariamente. Sabemos de cor as rotinas, os hábitos, as expressões e os trejeitos, as manias, as qualidades, os defeitos, aleatoriamente e em cada movimento, em cada gesto, em cada palavra, em cada silêncio…
Por vezes não nos sabemos na totalidade… mas vamo-nos adivinhando e, tacteando a sensibilidade e a disponibilidade de cada um, caminhamos juntos.
Mas, conhecimento mesmo, absoluto?…não sei! Só os deuses, talvez, tenham esse poder!
Será? Talvez!
Tenho dúvidas de que qualquer ser humano conheça integralmente outro.
É certo que a convivência, ao longo dos anos, nos faz ter um conhecimento alargado do ser que connosco vive diariamente. Sabemos de cor as rotinas, os hábitos, as expressões e os trejeitos, as manias, as qualidades, os defeitos, aleatoriamente e em cada movimento, em cada gesto, em cada palavra, em cada silêncio…
Por vezes não nos sabemos na totalidade… mas vamo-nos adivinhando e, tacteando a sensibilidade e a disponibilidade de cada um, caminhamos juntos.
Mas, conhecimento mesmo, absoluto?…não sei! Só os deuses, talvez, tenham esse poder!
segunda-feira, 30 de maio de 2011
A escrita da leitura…
É inevitável que tudo aquilo que escrevemos esteja umbilicalmente ligado àquilo que lemos, sem saber bem onde ou quando…
Nem sempre retemos a fonte, mas o pensamento fica algures num cantinho de uma gaveta do nosso cérebro… e vasculhando em busca de outros retalhos de informação, acabamos por dar com aquela ideia que ali ficou dobrada e arrumada numa sonolência prazenteira à espera de um dia mostrar a sua pertinência, o que acontece com frequência.
Tal como os provérbios que nos ficaram impressos na memória sem um tipo de aprendizagem específica, a não ser a repetição oral de geração em geração, também o que lemos e que, de algum modo, foi significativo na altura, fica na memória, e por vezes no coração.
Ler é como rir! É poderoso para nós e é perigoso para quem nos quer oprimir porque nos faz pensar, nos esclarece, nos dá perspectivas diferentes das nossas, nos abre caminhos e desbrava pensamentos.
Seja qual for a forma e o suporte de texto escolhidos, o importante é o que ele nos dá e nos deixa – o conhecimento.
Gosto de trapos …e de pensamentos, e de pensar que podemos guardar os nossos pensamentos como trapos em gavetas, roupeiros, ou nos mais modernos closets. Fica ali tudo guardadinho e ajeitadinho e à mão …como os livros numa prateleira…
Gosto de trapos e de livros… e pronto… e muito! Poder-se-á dizer que tenho dificuldade, muita até, em separar-me de ambos os géneros porque todos têm uma história para contar… ou sou eu que tenho uma história com cada um deles…
São, todos eles, palavras e frases da minha vida… se perco alguns, a história perde trechos ou até páginas! Páginas de memória, experiências de uma vida, retalhos de conhecimento encerrados em coisas tão frágeis e tão vulneráveis ao tempo e ao espaço… trapos e livros e…gente.
Nem sempre retemos a fonte, mas o pensamento fica algures num cantinho de uma gaveta do nosso cérebro… e vasculhando em busca de outros retalhos de informação, acabamos por dar com aquela ideia que ali ficou dobrada e arrumada numa sonolência prazenteira à espera de um dia mostrar a sua pertinência, o que acontece com frequência.
Tal como os provérbios que nos ficaram impressos na memória sem um tipo de aprendizagem específica, a não ser a repetição oral de geração em geração, também o que lemos e que, de algum modo, foi significativo na altura, fica na memória, e por vezes no coração.
Ler é como rir! É poderoso para nós e é perigoso para quem nos quer oprimir porque nos faz pensar, nos esclarece, nos dá perspectivas diferentes das nossas, nos abre caminhos e desbrava pensamentos.
Seja qual for a forma e o suporte de texto escolhidos, o importante é o que ele nos dá e nos deixa – o conhecimento.
Gosto de trapos …e de pensamentos, e de pensar que podemos guardar os nossos pensamentos como trapos em gavetas, roupeiros, ou nos mais modernos closets. Fica ali tudo guardadinho e ajeitadinho e à mão …como os livros numa prateleira…
Gosto de trapos e de livros… e pronto… e muito! Poder-se-á dizer que tenho dificuldade, muita até, em separar-me de ambos os géneros porque todos têm uma história para contar… ou sou eu que tenho uma história com cada um deles…
São, todos eles, palavras e frases da minha vida… se perco alguns, a história perde trechos ou até páginas! Páginas de memória, experiências de uma vida, retalhos de conhecimento encerrados em coisas tão frágeis e tão vulneráveis ao tempo e ao espaço… trapos e livros e…gente.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Esse ar puro oxigenado de maturidade
me dá o aspecto de que já vi tudo na
vida, disposta a rever a própria vida.
Este sentimento de mulher humana
me dá o direito de viver feliz, inspirando
segurança, como se já tivesse tudo o que quis.
Esse jeito felino ou de criança me dá a
certeza de ser forte como nunca, agarrada
nos braços da esperança.
Essa determinação de chegar faceira,
sem ter que explicar nada nem dizer
porque, me dá a sensação de estar
no auge da vida, a vida inteira.
(Ivone Boechat)
me dá o aspecto de que já vi tudo na
vida, disposta a rever a própria vida.
Este sentimento de mulher humana
me dá o direito de viver feliz, inspirando
segurança, como se já tivesse tudo o que quis.
Esse jeito felino ou de criança me dá a
certeza de ser forte como nunca, agarrada
nos braços da esperança.
Essa determinação de chegar faceira,
sem ter que explicar nada nem dizer
porque, me dá a sensação de estar
no auge da vida, a vida inteira.
(Ivone Boechat)
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